A ideia de inteligência artificial não é uma coisa recente. O sonho de ter maquinas facilitando nossas vidas é um sonho que vem há tempos. Os filósofos relacionaram as máquinas á mente humana 400 anos antes de Cristo. Seu início pode ser apontado como Pós Segunda Guerra Mundial. Em 1943, pesquisadores realizaram o experimento de montar uma rede de neurônios artificiais, que podiam estar, ou não, ativos e de acordo com os estímulos de “neurônios” vizinhos.

Algumas ciências são apontadas como os pilares fundamentais para o início da inteligência artificial. A Filosofia que foi a primeira a fazer analogias entre a mente humana e as máquinas. Apontaram que a mente se parece com o funcionamento de uma máquina no sentido de trabalhar com conhecimentos (informações) codificados numa linguagem própria. A matemática que pode conceder conhecimentos a respeito da ciência da lógica e da probabilidade, além dos trabalhos relacionados aos algoritmos que são extremamente importantes para as confecções de programações robóticas. A área de Economia, que trabalha com a noção de cada decisão pode afetar de forma positiva ou negativa o caminho para se chegar num resultado esperado.

Também outras áreas contribuíram e contribuem até hoje para o desenvolvimento da Inteligência artificial. A neurociência, com os estudos sobre o cérebro humano; a Psicologia, com a temática que os humanos e animais são máquinas de processamento de informações e a engenharia de computadores, que desenvolveram a tecnologia necessária para pôr em prática os mecanismos da inteligência artificial.

Um evento marcante foi o de Alan Turing, um matemático que, 1956, publicou um artigo chamado "Computing Machinery and Intelligence", produzido em conjunto com outros grandes nomes da história tecnológica como Allen Newell e Hebert Simon. Esses últimos fundaram, nos anos 50, o primeiro laboratório de inteligência artificial, na universidade Carnegie Mellon.

Um dos grandes avanços iniciais das pesquisas nessa área foi o GPS (general problem solver), um programa desenvolvido para agir semelhantemente a protocolos humanos a fim de solucionar problemas e foi, de certa forma, a primeira criação humana que tentava agir segundo o pensamento humano.

Com o passar do tempo, depois do GPS, vieram mais e mais descobertas a respeito da inteligência artificial, vieram também duas vertentes de pesquisa. Uma era a “neats”, que trabalha com símbolos abstratos. E a outra, a corrente “scruffies” (coneccionistas) que trabalha basicamente com a ideia de redes neurais, tenta o aprendizado por meio da adaptação dos dados que a maquina já possui. Na década de 66 até a década de 70 teve ênfase maior a corrente “neats”, mas quando se notaram algumas deficiências nesse modo de pesquisa, a vertente dos “coneccionistas” ganharam mais espaço, sendo que na década de 80, a corrente “scruffies” teve bastante força.

Na área de inteligência artificial foi amplamente pesquisada na década de 80, por incetivo, inclusive, dos fundos para pesquisas, pelo governo dos Estados Unidos e do Japão. No entanto, sem resultados imediatos, esse ramo acabou sendo esquecido por um tempo, (inverno da IA) resultando na fuga de muitos profissionais para outras áreas.

Especialmente nas últimas duas décadas, a área de inteligência artificial obteve reconhecimento de realmente ser uma ciência, sendo assim pesquisada com mais afinco e se descobrindo novos problemas e possíveis melhorias em sua área. E assim como em toda a sua história, a IA vem crescendo e se tornando cada vez mais corriqueira em nossos dias. Sempre avançando, é difícil prever os seus limites.