Nanotecnologia é um campo que, assim como a inteligencia artificial, não tem um conceito básico determinado. O prefixo “nano” vem do grego e quer dizer “anão”. O campo é bastante recente, e ainda existem muitas possibilidades de exploração para a Nanotecnologia. Mas, basicamente, pode-se descreve-la como a capacidade de criar tecnologia em tamanho bastante reduzido, em escala nano, trabalhando com átomos para sua confecção.

O termo Nanotecnologia foi usado pela primeira vez pelo Norio Taniguchi no ano de 1974, mas os primeiro a apresentar essa ideia foi Richard P. Feynman, na palestra Sociedade Americana de Física em 1959. No entanto, Eric Drexler, que escreveu o livro “Motores da Criação”, é considerado pai da Nanotecnologia. Por meio dessa obra, Drexler tornou conhecido o que viria a ser Nanotecnologia, embora em alguns trechos do livro, a aplicação dessa tecnologia carregue um certo teor de ficção. De lá para cá, foram vários os avanços e pesquisas a respeito da possibilidade de trabalhar num nível de precisão tão alto. No ano de 1989 o físico Donald Eigler com sua equipe, conseguiu criar uma logomarca da empresa IBM usando 35 átomos de xénon numa superfície de prata, sendo que cada um desses átomos mediam, aproximadamente, cinco nanômetros.

São apontadas três formas de se trabalhar com a Nanotecnologia. A primeira trabalha com a hipótese de desgaste de matérias já existentes, deixando-os no tamanho adequado para trabalhar em nível microscopico. A segunda hipótese tem como base as técnicas químicas que podem produzir elementos moleculares do tamanho adequado. E a última é que ainda está em fase aperfeiçoamento, visto que visa trabalhar com cada átomo separadamente, o que ainda é bastante complicado, por exigir um alto controle sobre a matéria que está sendo utilizada.

Por ser um campo de pesquisa ainda recente, não se tem uma ideia exata de quantas aplicações possíveis a Nanotecnologia pode ter. Mas algumas dessas aplicações já são realidade como no campo da Medicina, Informática e na área dos cosméticos.

Na área da Medicina um “tipo” de Nanotecnologia, a molecular, já fez vários avanços, sendo hoje uma realidade animadora para tratamentos de várias doenças. Exemplos não faltam, como um tipo de obturação natural que liga as moléculas do dente e da gengiva, resultando numa obturação que não corre o risco de cair. Há também um curativo usado para tratamento de câncer de pele que, ao receber luz, combate as células cancerígenas e a parte danificada é reposta por tecido sadio. Além da produção de microcomputadores que servirão para monitorar saúde de pacientes todo o tempo, poderão oferecer também, diagnósticos mais rápidos e precisos.

Na área de Informática a aplicação da Nanotecnologia já é amplamente usada para produção de microprocessadores, chips e para criar dispositivos de para armazenamento de dados. Com a crescente exigência de alto desempenho de computadores e também do desafio de deixa-los cada vez menores, a nanotecnologia se torna uma caminho bastante promissos para satisfazer esses desejos do mercado consumidor.

Uma aplicação nova mas promissora da Nanotecnologia é a área de cosméticos. Com a aplicação de nanopartículas, podem-se obter cosméticos mais eficientes. As famosas tinturas de cabelo, por exemplo, ao contrário das tradicionais que precisam danificar a queratina do cabelo para poder agir, poderiam colorir os cabelos sem causar danos. Já existem, no mercado, cremes para evitar rugas, com resultados muito superiores aos convencionais, pois preenchem-nas com micropartículas.

Os chamados “nanocosméticos” tem em suas listas de melhorias também perfumes que no lugar de álcool, usam nanopartículas que podem garantir fixação por um dia inteiro. Os cosméticos com essa tecnologia agem melhor por conseguir entrar em camadas mais profundas da pele, logo conseguem atingir seu objetivo mais rápido com o poder de atuar em camadas mais sensíveis na pele.

Sendo assim, Nanotecnologia tem um mercado crescente e pouco explorado a sua frente e com expectativas de estar, junto a Inteligência Artificial, em todas as partes no mundo moderno